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>Cuidados
gerais com o Boiadeiro Bernês
>Cuidados
com os filhotes
Principais cuidados com o Boiadeiro Bernês:
1.Higiene
>>Banho
>>Escovação
>>Ouvidos
>>Tosa
2.Adestramento
>>Temperamento
>>Educação
3.Alimentação
4.Saúde
>>Perda de
pêlo
>>Doenças infecciosas
>>Vacinação e Vermifugação
>>Ectoparasitas
>>Intoxicação e Envenenamentos
>>Oftalmologia
>>Torção
gástrica
>>Otohematoma
>>Displasia coxofemoral
>>Cuidados Gerais
>>Castração
>>Reprodução
Principais
Cuidados com o filhote:
>>Adquirindo um filhote
>>Onde encontrar
>>Cuidados com o filhote
>>Vermifugação
>>Vacinação
Principais Cuidados com o Boiadeiro Bernês
1. HIGIENE
1.1 BANHO
Enquanto o animal for pequeno, deve ser de preferência morno com
xampu ou sabonete neutro. Pode ser dado duas vezes por mês no
verão ou a cada 45 dias no inverno. Ter muito cuidado para não
entrar água nos ouvidos, podendo colocar um chumaço de algodão
para evitar que isso ocorra. Após o banho secá-lo bem com uma
toalha (sob o sol no verão ou secador de cabelos no inverno).
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1.2 ESCOVAÇÃO
Para evitar que o pelo fique sem brilho, escove periodicamente
(uma ou duas vezes por semana), sempre no sentido dos pelos, com
uma escova de cerdas de alumínio sem cabeça e na época da troca
de pelagem a escovação deverá ser diária.
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1.3 LIMPEZA DOS
OUVIDOS
Mantenha as dobras da orelha e o vestíbulo (entrada do ouvido)
sempre limpos. Nunca utilize cotonete ou pinça. Faça a
higienização quinzenalmente usando algodão embebecido em uma
substancia emoliente (álcool ou éter). Secar também com algodão.
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1.4 TOSA:
A raça não requer tosa.
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2. ADESTRAMENTO
Treine seu cão para higiene desde pequeno (aos 2 meses);
exposições a partir dos 6 meses; obediência a partir dos 6
meses; pastoreio, a partir de um ano.
Lembre-se que seu cãozinho vai crescer e fundamental para uma
boa convivência que ele te respeite e obedeça, por isso e para o
bem estar de seu novo amigo, não deixe de treiná-lo para a
obediência básica.
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2.1. TEMPERAMENTO:
São cães equilibrados, amigáveis e confiantes, mas lealdade e a
palavra-chave para definir seu temperamento.
Apega-se muito as pessoas e ao território. Mas não é um cão para
viver sozinho, confinado em uma baia de canil. Vive a procura de
companhia ° tempo todo, seja de adultos ou crianças, ou mesmo de
outros animais.
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2.2. EDUCAÇÃO
Para que seu filhote se torne um adulto feliz, equilibrado e
companheiro, e para que você possa ter um relacionamento
agradável com seu cão, e necessário educá-lo.
Lembre-se de que o comportamento de um cão adulto e conseqüência
do tratamento recebido em seu primeiro ano de vida. E isto
muitas vezes implica em não podermos realizar todas as suas
vontades, (ou mesmo as nossas !!), nem que ele fará mil
"carinhas" encantadoras.
Imponha limites para seu filhote desde o inicio, dizendo
"não!!!" quando ele fizer algo de errado. Mostre a ele que
aquilo não e certo, mas não grite e nem bata nele. Os Berneses
sentem-se muito ofendidos e humilhados quando levam uma bronca.
Você vai notar que, depois de uma bronca, seu Bernese ou se
escondera de vergonha, ou implorara por desculpas, colocando a
cabeça sob seu colo ou puxara seu braço com as patas ate receber
um carinho de perdão. Contudo, o mais importante são os reforços
positivos. Nunca deixe de elogiar o que ele fizer de correto!
A melhor forma de educar o Bernese e permitindo que ele conviva
com as pessoas, para que ele perceba quais são os limites de sua
nova família e de seu território.
Ensiná-lo a fazer as necessidades no lugar certo e
responsabilidade do dono, que deve ter paciência. Este período
pode durar de uma semana a três meses. O "banheiro" deve ficar
longe de seu lugar de dormir, comer e brincar, caso contrário
não será usado corretamente.
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3. ALIMENTAÇÃO
O primeiro cuidado deve ser com os bebedouros e comedouros, que
devem ser limpos diariamente logo após as refeições. Retire os
comedouros, mesmo que ele ainda não tenha se alimentado, isso
evitara eventuais sobras nos comedouros que podem azedar
causando problemas intestinais. Nunca deixe o alimento no
comedouro.
Existem hoje rações de excelente qualidade no mercado. Ao
receber o seu cãozinho, ele já estará se alimentando de sólidos.
E importante que nas primeiras semanas seja adotada a mesma
ração utilizada pelo canil/proprietário da ninhada do seu
filhote, para evitar que ele rejeite a comida ou tenha problemas
de diarréias pela troca da ração.
Um cuidado especial deve ser tomado ao adquirir a ração. Compare
sempre sua composição. Elas devem suprir as necessidades do seu
cão. Por isso usamos e recomendamos uma ração Super Premium, que
é uma ração balanceada, com tudo que seu cãozinho precisa para
crescer forte e sadio. Siga as instruções e recomendações dos
fabricantes para a mudança de uma marca de ração para a outra e
para definir as quantidades a serem fornecidas ao seu cão, estas
informações estarão no rotulo da ração. Lembrem-se, cães que
crescem obesos tem maiores chances de desenvolver problemas
articulares e ósseos.
Para cães de ate 4 meses, recomenda-se 4 refeições diárias com
intervalos de 4 horas cada. A ração deve ser especifica para
filhotes.
Para cães de 4 ate 8 meses, recomenda-se 3 refeições diárias,
mantendo a ração para filhotes.
Para cães acima de 12 meses, deixa de ser imprescindível que a
ração seja para filhotes, podendo mantê-la ate 18 meses se
desejado. De preferência diminua para duas o numero de refeições
diárias.
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4. SAÚDE
4.1. PERDA DE PÊLO:
O bernese perde pêlo normalmente 1 vez ao ano, neste período se
recomenda que
O cão seja escovado diariamente. Muitas pessoas procuram um
veterinário quando isso ocorre, principalmente quando passam a
mão pelo dorso do seu cão e tufos de pêlo ficam na mão do dono.
Mas não há nada que se possa fazer para evitar essa queda da
pelagem que ocorre naturalmente e com a chegada do outono e
inverno o cão estará novamente com uma pelagem vistosa.
Devemos nos preocupar quando o cão perde pêlo e ocorrem áreas
onde não há presença de pêlos ou a formação de pequenas feridas.
Nestes casos devemos procurar um veterinário.
O Bernese pode apresentar problemas de pele, sob formas de
escamação por excesso de poeira acumulada sob o pêlo (vide
Higienização). Se a escamação for intensa um medico veterinário
devera ser consultado.
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4.2. DOENCAS
INFECCIOSAS:
Todos os cães estão sujeitos a adquirir diversas doenças
infecciosas, entre elas existem algumas que são comuns em
filhotes como parvovirose, coronavirose e cinomose. Além destas
eles poderem ser afetados também por tosse dos canis,
leptospirose, hepatite infecciosa canina. Por isso é necessário
um esquema de vacinação rígido e também a manutenção do filhote
em casa até o termino das doses.
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4.3.
VACINACÃO e VERMIFUGAÇÃO:
Recomendamos que uma primeira visita ao veterinário seja feita
logo após a aquisição do animal para que ele ateste seu estado
de saúde e administre as vacinas necessárias. (Vide FICHA DE
ACOMPANHAMENTO DO FILHOTE, para conferencia das datas). Findas
as 3 primeiras doses de vacinas mensais, o cãozinho devera se
submeter à aplicação da vacina anti-rábica antes dos seis meses.
Uma dose de cada vacina devera ser administradas anualmente.
Ao receber o seu filhote ele deverá ter recebido a primeira dose
da vacina, que deve ser aplicada entre 45 a 60 dias de vida por
um medico veterinário. A vacina poderá ser óctupla que protegera
seu filhote contra parvovirose, coronavirose, cinomose,
parainfluenza, hepatite infecciosa canina tipo I e tipo II e
leptospirose tipo I e tipo II.
Alguns veterinários preferem vacinar os filhotes desta idade com
vacinas contra parvo-virose e corona virose, mais comuns nesta
idade deixando a vacina óctupla para ser aplicada aos 60, 90 e
120 dias, quando o filhote terá mais condições em obter uma
resposta imune adequada. Aos 160 dias deverá receber uma dose da
vacina anti-rábica. A resposta imune ocorre cerca de 15 a 20
dias apos a vacinação, então só deveremos considerar o fim do
esquema de vacinação apos 21 dias da ultima dose.
Uma dose de cada vacina devera ser administrada anualmente. A
parvo virose é mais comum em filhotes, no entanto a cinomose , a
leptospirose e a raiva podem ocorrer durante toda a vida do cão.
Das doenças citadas acima a leptospirose e a raiva são
transmitidas ao homem, deixando claro a importância e a
necessidade de administrar reforços anuais das duas vacinas.
Antes de cada vacinação o filhote devera ser vermifugado, pois a
infestação por parasitas diminuirá a resposta à vacina. No
primeiro ano de vida é importante que o cão seja desverminado a
cada 30 dias e após 12 meses de idade uma vez a cada 4 meses. T
Para que seu cão adquira a raiva há necessidade de uma mordida
ou arranhão feitos por um cão ou outro animal acometido pela
doença, no entanto a cinomose, a parvo virose, a parainfluenza
podem ser transmitidas através de ambientes contaminados. Ou
seja, basta o seu filhote ficar no mesmo lugar onde um cão
doente esteve, que há risco dele adoecer também. Por isso não
leve o seu filhote para passear na rua, pois mesmo que ele não
encontre outros cães durante o passeio, se algum cão doente
caminhou por ali há o risco do seu cão adoecer. E se na casa
onde ele vai viver existem outros cães eles devem estar em boa
saúde e vacinados antes da chegada do filhote. A vacina deve ser
dada no mínimo 1 mês e no Maximo 11 meses antes da chegada do
filhote, pois filhotes são mais susceptíveis a doenças que cães
adultos. Outras doença transmissíveis pelo contato com outros
cães são sarnas, fungos, verminoses, etc.
É portanto recomendado aos novos proprietários que observem seus
filhotes e cães adultos. Um bom parâmetro é a alimentação, ela
deve ser dada ao filhote 3-4 vezes ao dia e ao adulto 2 vezes ao
dia. Nunca deve ficar a disposição do cão, pois além de estragar
com a chuva ela perde as vitaminas que são oxidadas em presença
de luz. Você pode perceber logo se há algo errado com seu cão,
se ele deixar de comer duas vezes seguidas. Mas não esqueça que
um filhote recém chegado pode ficar com o apetite diminuído
durante alguns dias ate a adaptação no novo lar.
Outra observação é a consistência das fezes, elas devem ser
firmes e ter sempre a mesma cor, que varia de acordo com a
ração, mas não devem ser pastosas nem liquidas e muito menos
conter muco ou sangue. Se isso acontecer o filhote deve ser
levado ao veterinário. Mudanças da marca da ração ou o
fornecimento de comida caseira podem causar diarréia, porém se
os sintomas persistirem procure o veterinário imediatamente.
Alguns filhotes possuem o hábito de comer rapidamente o que os
leva a regurgitar um pouco da ração, mas se vômitos forem
observados constantemente o mesmo procedimento acima deve ser
tomado, principalmente se associado a diarréias.
O comportamento do cão aliado a outros sintomas é também muito
importante para o clínico de pequenos animais. Observe se ele
está triste, apático, com perda de apetite e diarréia, pois
estes sintomas podem ser um indício de alguma doença que esta se
manifestando.
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4.4. ECTOPARASITAS
Aqui se encontram as pulgas, carrapatos, sarna, berne, bicheira
entre outros. Hoje em dia existem diversos medicamentos que são
utilizados com sucesso na eliminação destes parasitas. No
entanto devemos entender bem o estilo de vida destas pragas para
podermos realizar um controle efetivo.
Ao sair nas ruas ou mesmo ficando em casa os cães podem adquirir
estes ectoparasitos de outros cães ou mesmo vindas no sapato do
dono. Para um controle efetivo devemos utilizar algum método por
mais de 3 meses pois os ovos podem levar esse tempo para
eclodir. Existem diversos tipos de produtos utilizados, pour-on,
banhos ou comprimidos e cada realidade necessitara de um método
especifico ou mesmo associação de medicamentos diferentes para
um resultado melhor.
Um cuidado especial deve ser tornado com carrapatos que são
ácaros e podem transmitir diversas doenças infecciosas aos cães
como Babesiose, Erliquiose, Hemobartonclose, Febre Maculosa das
Montanhas Rochosas e Doenças de Lyme (Borreliose). Todas estas
podem levar o cão a óbito e por isso devemos ter muito cuidado.
Os sinais clínicos para todas estas doenças são inespecíficos
mas o cão acometido pode ficar com apetite diminuído, perder
peso e ficar mais triste. Para detectar estas doenças um exame
de sangue deve ser realizado seguido de tratamento específico.
Procure sempre um médico veterinário para esclarecer a ajudá-lo
nas dúvidas com seu cão.
Maior informação veja:
http://www.clubcdobernese.com.br
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4.5.
INTOXICAÇÃO ou ENVENENAMENTO
Outro cuidado que devemos ter e com envenenamentos, que muitas
vezes são fatais. Nunca deixar nada que possa intoxicar seu cão
ao alcance dele. Existem diversos tipos de venenos levando a
diversos sinais, desde sangramentos a convulsões. Muitas vezes o
proprietário querendo salvar seu cão, tenta administrar leite ou
mesmo fazê-lo vomitar. O cão envenenado pode perder a
consciência e ao dar o leite ele pode não conseguir deglutir e
com isso o leite pode ir para os pulmões levando-o a morte por
asfixia. Alem disso o leite pode ajudar na absorção de diversos
venenos fazendo-os agir mais rápido.
Provocar vomito dependendo do veneno também pode ser fatal, isso
porque algumas substâncias tóxicas podem se tornar voláteis e ao
ser inalada quando se provoca o vomito levar a morte de quem a
inalou.
Por isso ao primeiro sinal de envenenamento, telefone ao
veterinário avisando antecipadamente o que esta ocorrendo para
que ele possa preparar tudo para a chegada do paciente
emergencial.
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4.6. OFTALMOLOGIA
Vamos falar de problemas oftálmicos e o bernese assim como
muitas raça podem ter entropio e ectrópio. Ambas são desordens
que acometem as pálpebras.
ENTROPIO - O entropio é caracterizado pelo enrolamento do bordo
da pálpebra para o interior do olho, podendo ser congênito ou
adquirido (espasmódico). Quando adquirido ocorre associação de
uma forte conjuntivite que leva ao entropio. Depois de tratada a
conjuntivite normalmente a pálpebra volta a posição normal. No
entanto ele pode levar a ceratite já que algumas vezes os cílios
ficam roçando a córnea. Quando isso acontece e necessário também
fazer um tratamento para Ulcera de córnea. As pálpebras
inferiores são mais comumente afetadas. Olhos lacrimejantes, o
cão não para de piscar, coçar e esfregar a área, vermelhidão na
mucosa ocular e conjuntiva e descarga purulenta são vistos
nesses casos.
Quando o entropio é congênito pode-se esperar que o cão cresça
para realizar a cirurgia observando sempre se não há contato dos
pelos com a conjuntiva ocular. No caso de adquirido, deve-se
tratar a causa do problema e esperar algum tempo para que a
pálpebra volte ao normal.
ECTRÓPIO - O ectrópio é a infecção da pálpebra inferior. Pode
ser congênito ou hereditário, e nesse caso em algumas raças e
considerado normal. o ectrópio cicatricial pode ocorrer depois
de uma lesão na pálpebra e o ectrópio intermitente ocorre em
raças grandes quando o caimento das pálpebras ocorre no final do
dia.
A cirurgia para correção de ectrópio e mais comum por aspectos
estéticos. Em alguns casos se faz necessária devido a constantes
conjuntivites.
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4.7. TORÇÃO
GASTRICA
Cães de raças grandes, com peito profundo, que ingerem o
alimento muito rápido podem ter a torção do estomago. A torção
esta comumente associada à dilatação gástrica devido à formação
de gás no interior do estomago. Não é uma característica
hereditária mas normalmente anatômica e comportamental.
Essa torção ocorre principalmente em cães que são mantidos
presos durante todo o dia e comem uma vez ao dia antes de serem
soltes a noite. Com o estomago cheio eles saem correndo pelo
quintal e o estomago pesado acaba torcendo. O cão sente muita
dor, chora e uiva muito, a barriga fica abaulada, o cão tenta
vomitar, mas sempre uma secreção branca, nestes casos um medico
veterinário deve ser rapidamente procurado pois seu cão pode vir
a óbito em 2 horas se uma ajuda especializada não for consultada
e mesmo após uma cirurgia bem sucedida o risco de óbito ainda
existe.
Por isso, é ideal para cães de raças grandes que sejam
alimentados pelo menos 2 vezes ao dia, mesmo adultos e não
devemos exercitá-los após as refeições. No entanto mesmo com
esses cuidados pode ocorrer a torção por isso fique atento aos
sinais.
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4.8. OTOHEMATOMA
O proprietário percebe apenas quando a orelha aumenta de volume.
Pode ocorrer devido a um trauma na orelha quando vasos são
rompidos e levando a um acumulo de sangue. Às vezes pode levar o
cão a um desconforto.
O tratamento é cirúrgico quando se retira todo sangue retido no
interior da pina e deve ser realizado pois pode levar a orelha a
ficar toda enrugada.
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4.9.
DISPLASIA COXOFEMORAL
Escrito por Richard Filgueiras e Maria Esther Odenthal- Médicos
Veterinários.
A displasia coxofemoral é caracterizada pelo mau encaixe da
cabeça do fêmur no acetábulo, ou seja a articulação do quadril.
Este problema não afeta apenas os cães mas também diversas
outras espécies e ate o homem.
Infelizmente no Brasil o diagnóstico para displasia em cães de
reprodução não é obrigatório por parte dos clubes cinófilos e
por isso a incidência da doença nas raças propensas a este mal é
grande. Para se ter urna idéia, em um estudo realizado em Belo
Horizonte - Minas Gerais, de 300 cães radiografados 60%
apresentaram o problema não sendo aptos à reprodução.
Na Alemanha, país com elevado número de registros de Berneses, o
índice da doença por ano é de 15 a 17%. Lá o controle é feito ha
mais de 10 anos, sendo obrigatório para o registro da ninhada.
A displasia é multi-tutorial, ou seja, pode ter diversas causas,
inclusive ambientais, pois cães pesados que vivem em piso liso e
escorregadio por muito tempo podem desenvolver a doença. A
herança genética se caracteriza por um gen recessivo, ou seja, a
doença pode não estar expressa no animal, mas o mesmo carrega o
gen sendo possível transmiti-la aos seus descendentes.
Na Europa onde alguns canis usam pedigrees livres para displasia
(pais, avós e bisavós sendo HD ( - ) ou isentos, pode ocorrer o
nascimento de ninhadas com 5 cães HD (-), 1 HD (+) e 1 cão HD
(+++)).
Então porque radiografar os animais se mesmo com o pedigree
inteiro livre de displasia nascem filhotes com o problema?
Provavelmente a situação poderia ser inversa, com 5 cães HD
(+++), 1 cão HD (+) e apenas um com HD (-) o que seria muito
pior. Por isso o controle deve ser realizado para tentarmos
diminuir a incidência deste mal.
Por causa do alto índice de displasia no Brasil, diversas
revistas especializadas e Web Sites de cães começaram
corretamente a fazer campanha a favor do diagnóstico para
displasia e a conseqüente retirada dos cães com elevado grau de
displasia da reprodução. O exame deve ser realizado aos 18 meses
de idade, apesar do Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária
recomendar a idade de 24 meses. Canis onde é feito o controle da
doença passaram a divulgar "Controle de Displasia", mas não
podemos esquecer jamais que o Controle de Displasia não isenta
alguns filhotes da ninhada a terem o problema que só será
detectado quando ele tiver 18 meses (ou menos nos casos de
displasia precoce).
Muitos criadores afirmam que pelo fato dos seus cães virem de um
canil onde é realizado o exame, não há necessidade de
radiografar os seus cães, mas isso é completamente errado, pois
como falado acima, mesmo cães isentos de displasia podem ter
filhotes com displasia. E se você comprar um filhote de um cão
que não tem o diagnóstico, este cão pode ser displásico e as
chances do seu filhote também ser displásico são bem maiores,
por isso exija o laudo de displasia coxofemoral.
Outro detalhe é que a única maneira de fazer o exame é por meio
de uma radiografia, realizada com o cão anestesiado para o
correto posicionamento. Somente através desse exame é possível
graduar a doença e saber se o seu cão é apto à reprodução. O
exame clínico não confirma o diagnóstico de displasia
coxofemoral, ou seja, um cão que anda "rebolando" não possui
obrigatoriamente displasia e da mesma forma um cão com andar
perfeito não esta isento da doença.
Se você comprou um filhote de pais isentos de displasia e aos 18
meses ele foi diagnosticado displásico, não culpe o criador,
pois sabemos que casos como estes infelizmente podem acontecer
mesmo com todo controle. Aconselhamos que, de posse do exame,
telefone ao criador e explique o que aconteceu. Ele ira te
agradecer por isso, pois se for um bom criador ira observar que
aquele cruzamento é mais propenso ao desenvolvimento deste mal.
É comum que pessoas que possuem um cão queiram colocá-lo em
reprodução e muita gente, após todas estas recomendações, dizem
que não querem montar um canil, mas apenas deixar seu cão cruzar
uma única vez. Entretanto, imagine se seu cão é portador da
doença e cruze, você poderá estar contribuindo para a manutenção
desta doença.
Vamos combater esse problema de maneira consciente! Radiografe
seu cão.
HD (-) grau HD A ou HD 0 cão livre de displasia
=> apto para cruzamento
HD (+/-) grau HD B ou HD 1 cão suspeito de displasia =>
apto para cruzamento
HD (+) grau HD C ou HD 2 cão com displasia leve => apto
para cruzamento
HD (++) grau HD D ou HD 3 cão com displasia moderada => inapto
para cruzamento
HD (+++) grau HD E ou HD 4 cão com displasia severa =>
inapto para cruzamento
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4.10. CUIDADOS
GERAIS:
Mantenha sempre água fresca e abundante a disposição,
principalmente durante o verão, para evitar a desidratação.
Atenção especial com os filhotes!
A partir dos 06 meses de idade, exercite-o com freqüência para
que ele não se torne obeso. As raças grandes, como o Boiadeiro
Bernês, apresentam maior propensão à displasia coxo femoral, que
tem como características a hereditariedade, porém o meio onde o
cão vive (obesidade e/ou pisos escorregadios) podem ter
influência direta na má formação das articulações (displasia) e
causar dor ao animal. Por isso mais uma vez ressaltamos, sempre
exija os laudos de displasia dos pais na compra do seu filhote e
tome todas as providências para evitar que o meio ajude a
desenvolver tal problema.
Maiores informações:
http://www.clubedobernese.com.br
http://br.groups.yahoo.com/grouplbemese_BRI
Texto adaptado da Veterinária Maria Esther Odenthal
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O FILHOTE
Adquirir
um Filhote - Decida com consciência
Sabemos que a empolgação e ansiedade no momento da aquisição de
um filhote são os principais fatores de frustração e abandono de
cães filhotes e adultos. Muitas vezes tomamos esta decisão sem
pensar e avaliar toda responsabilidade que é assumir este novo
amigo por vários anos, por isso antes de decidir é importante
avaliar se este companheiro se encaixa ao seu estilo de vida, se
em sua casa tem espaço suficiente para ele e principalmente se
esta preparado para suas travessuras, necessidades
fisiológicas, afetivas e financeiras. Após avaliar todos estes
pontos você estará apto a tomar sua decisão e se ela for
positiva, parabéns!!! Porém, aí se inicia uma nova fase: Onde
encontrar seu novo amigo!
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Onde
Encontrar seu Novo Amigo
A escolha de quem comprar é uma etapa onde as emoções devem ser
contidas, pois na presença de um filhote perdemos toda
capacidade de refletir frente à vontade de levá-lo para casa.
Para isso não basta apenas olhar e simpatizar com o filhote, é
essencial conhecer o canil do qual se pretende adquirir o
filhote, suas instalações, o aspecto geral dos seus cães e a
forma como estão tratados. Por isso gostaríamos de dividir com
você, que deseja ter um “Boiadeiro Bernês”, o compromisso de
buscar seu filhote em criadores responsáveis, que tenham plena
consciência da responsabilidade que é “criar”, e colocar na vida
das pessoas criaturas que são agraciadas pelo dom da alegria e
amizade. Exija sempre os laudos e exames dos pais (displasia e
brucelose), para comprovar que foram realmente avaliados e que
estão aptos para a reprodução. Criadores responsáveis não têm
problemas em fornecer tais laudos e jamais justificam a ausência
dos laudos com desculpas evasivas. Somente após estes cuidados
tome a decisão desta compra! Para isso recomendamos que acesse o
site do Clube Paulista do Boiadeiro Bernês (www.clubedobernese.com.br),
onde poderá encontrar criadores conscientes que buscam com
responsabilidade o desenvolvimento e aprimoramento desta
maravilhosa raça no Brasil.
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Cuidados com o
Filhote
Para segurança do filhote e a sua tranqüilidade é importante
levar o filhote ao veterinário de sua confiança para que seja
feito um exame clínico completo e que você receba as devidas
orientações quanto à saúde e aos cuidados do seu filhote,
principalmente quanto a vermifugação e vacinação. Se você não
tem um veterinário de sua confiança, pergunte ao próprio canil
ou a um criador amigo quem eles poderiam recomendar. Porém
alguns aspectos você mesmo pode e deve observar, pois são
algumas características gerais de um cão saudável, como:
Disposição:
Está relacionado com o bem estar geral do filhote e o que ele
demonstra em suas atitudes. Ele deve ser alegre e disposto a
brincar poucos minutos após despertar. Filhotes extremamente
sonolentos, ou desatentos aos acontecimentos ao seu redor podem
não estar em seu perfeito estado de saúde.
Pelagem:
Deve ser macia, brilhante e forte, sem quedas de pêlos
localizadas. Os cães trocam de pêlos naturalmente 2 a 3 vezes
por ano. Nas regiões cujo clima não é muito bem definido, estas
trocas são prolongadas e podem durar o ano todo. A intensidade
desta queda de pêlo varia em função da raça e nutrição de seu
cão. Alimentos com níveis adequados de proteína, equilíbrio
entre ácidos graxos ômegas 3 e 6, vitaminas e minerais podem
diminuir esta perda de pêlos.
Olhos:
Devem ser limpos, abertos e atentos, sem excesso de lágrimas,
descamação ou sensibilidade à luz.
Focinho:
Deve ser sempre úmido e fresco. Espirros, tosse e corrimento
nasal são sinais de uma possível infecção respiratória.
Dentes:
Observe os dentes do filhote. Os dentes de leite (32 dentes)
aparecem com 2 a 8 semanas de idade e são trocados pelos
permanentes (42 dentes) entre 4 a 7 meses de idade. O processo
de troca encerra-se aproximadamente com 8 meses de vida. O
crescimento dos novos dentes irrita a gengiva e incomodam o
filhote, por isto, nesta fase, ele morde tudo que encontra pela
frente. Para diminuir este problema, dê brinquedos para ele, mas
cuidado porque alguns são inadequados e podem ser engolidos ou
feri-lo. O cão dificilmente tem cárie, entretanto pode
apresentar tártaro, que é caracterizado pela formação de uma
placa bacteriana de coloração amarelada e de odor desagradável,
que pode levar a queda dos dentes e problemas cardíacos e
renais.
Sistema
digestivo: Os principais indicativos de problemas são: vômito,
diarréia, constipação (dificuldade para defecar), e sangue nas
fezes. São inúmeras as causas que podem levar a estes problemas,
e a ocorrência destes é um alerta que não podemos ignorar.
Portanto ao aparecimento destes sintomas, isoladamente ou
associados, procure o veterinário (nossa experiência neste caso
lhe aconselha a não perder tempo, leve seu filhote imediatamente
ao veterinário).
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Vermifugação
do Filhote
O esquema ideal de vermifugação inicia-se 2 semanas após o
nascimento dos filhotes e deve ser repetido com 4, 8 e 12
semanas de idade e aos 4, 5 e 6 meses.
Nas primeiras vermifugações, quando o filhote ainda se encontra
junto à mãe, deve-se vermifugar a mãe para evitar reinfestações.
Os cães adultos devem ser vermifugados pelo menos 2 vezes ao ano
ou conforme orientação do seu veterinário.
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Vacinação do
Filhote
Inicialmente é importante saber se o seu cão bebeu o colostro
(leite produzido no começo da lactação) de sua mãe e se ela
tinha sido vacinada.
O colostro é muito rico em gordura, proteínas e carboidratos,
além de anticorpos maternos que protegerão o filhote nas
primeiras 8 semanas de vida. Nestes casos também pode ser
administrada a 1ª dose aos 45 dias de vida e as subseqüentes em
intervalos de 30 dias entre as aplicações.
É muito importante que seu filhote receba todas as doses, pois
elas o protegerão contra várias doenças ao longo de sua vida.
Evite levar seu animal para rua antes dele receber todas as
doses. De qualquer maneira, consulte seu veterinário para
estabelecer o melhor programa de vacinação para seu cão.
Observação: Nunca aplique vermífugo ou vacine seu filhote se ele
estiver indisposto, ou com algum sintoma que represente que ele
não esteja bem. Evite aplicar conjuntamente vermífugos e vacinas
aos filhotes, faça-os em dias alternados, pois o filhote vai
ficar muito menos exposto aos sintomas colaterais que estes
medicamentos poderão a vir lhe causar. Lembre-se procure sempre
o veterinário para tirar suas dúvidas, os bons profissionais
sempre estarão dispostos a lhe escutar e orientar no que for
necessário.
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Castração
Castrar ou não castrar? Eis a questão!
Para muitos esta questão é um grande dilema, pois podem estar
indecisos sobre procriar ou não seus animais de estimação,
outros dizem que a castração não é natural, porém qualquer que
seja seu ponto de vista, estudos mostram que a castração pode
ajudar os cães a viverem mais e melhor, de forma mais saudável,
e com menos problemas.
São comuns em cães que nunca reproduziram a ocorrência de
problemas relacionados à reprodução. Quanto mais cedo o cão for
castrado, mais fácil será limitar estes problemas. Sem a
castração, um cão obediente pode se transformar em uma caixa de
surpresas movido por seus extintos hormonais sem atitudes
racionais. Alguns cães levam isso ao extremo fugindo
constantemente e se colocando em grande perigo. Outros não
conseguem se atentar a nada quando há uma fêmea possível na
proximidade. Quem nunca ouviu uma história sobre um cão que se
feriu em brigas ou malabarismos nestas ocasiões em que procuram
por uma namorada. Por isso os cães podem ser problema quando não
castrados, causando correrias ao fugir de casa e invadindo
propriedades alheias, ou o que pode ser pior, quando atacarem
outros cães que estão na sua proximidade. Se castrados, estarão
menos inclinados a fazer longas aventuras e ficarão menos
agressivos no convívio com outros animais, fato que se reflete
também no convívio com crianças, as quais podem ser vistas como
um ser de posição social mais baixa na matilha, frente a um
macho ou fêmea dominante.
Fêmeas também alteram positivamente seu temperamento e se tornam
muito mais adaptadas ao convívio interno da casa ao se livrar
dos cios.
Alguns donos acreditam erroneamente que a castração irá alterar
a personalidade de seu cão negativamente, além de deixá-lo gordo
e preguiçoso. Mas a verdade é que muitos cães vivem melhores sem
aquela correria e atropelo comuns do período reprodutivo.
Castrar seu cão não irá mudá-lo, irá sim acabar com a constante
vontade que tem de escutar mais seus hormônios do que você. O
resultado é mais felicidade, um cão mais atencioso, sem atitudes
inesperadas provocadas pela sobrecarga hormonal, como fugir,
urinar por toda casa, e latir insistentemente.
Infelizmente não é possível prever a resposta de seu cão ao
ciclo reprodutivo. Alguns se comportam muito bem e se recusam a
deixar com que seus hormônios os dominem, outros são enviados a
centros de triagens para encontrar uma nova casa, pois seus
donos não conseguiram lidar com seu comportamento. Portanto a
castração tem seu lado benéfico para a maioria dos cães,
principalmente aqueles que não serão destinados à reprodução,
pois sem vontade de procriar isto não lhe fará a menor falta e
seu amigo peludo poderá ficar muito mais à vontade para escutar
e comportar-se, podendo ser o cão que você sempre sonhou.
Para evitar todos estes transtornos e buscar um crescimento
organizado e responsável da raça “BOIADEIRO BERNÊS” nós do Canil
Paraná Mountain Dog classificamos nossos filhotes e após uma
avaliação criteriosa decidimos quais deverão ser destinados à
reprodução e quais serão destinados à companhia ou pets, e neste
último caso podemos enviar o filhote já castrado para o seu novo
lar (Castração precoce). Esta ação além de preservar a saúde do
animal de estimação possibilita que se selecione para a
reprodução sempre o que há de melhor de cada criador e desta
forma poderemos a cada dia evoluir no aprimoramento da raça no
Brasil.
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Reprodução
A reprodução é antes de tudo um ato de responsabilidade do
criador ou proprietário, pois os animais se reproduzem por
instinto e não possuem critério para selecionar ou escolher seus
parceiros. Por isso cabe a nós preservarmos os animais dentro
das características originais de suas raças, utilizando a razão
na seleção de animais perfeitos e saudáveis para a reprodução.
Para isto cada raça possui seu padrão descrito e deve ser
consultado sempre que tivermos dúvidas sobre se um determinado
animal está dentro ou fora das características da raça e mesmo
se possui alguma característica que seja considerada uma falta
ou o que é pior que o desqualifique dentro do padrão da raça o
tornando inapto à reprodução.
Para o Boiadeiro Bernês as características não desejáveis e que
o desqualifica para a reprodução são:
Faltas por cor e marcação:
Cabeça - falta da marcação branca, faixa branca muito larga
sobrepondo as manchas marrons sobre os olhos ou excedendo os
cantos da boca. Mancha branca muito larga na nuca;
Pescoço - colar branco;
Patas - marcação branca nas patas dianteira que sobreponham a
marcação dourada;
Geral - Marcas muito assimétricas na cabeça e peito.
Tolerado:
Pequenas manchas brancas na nuca e ânus.
Desqualificação:
Cor azul do olho;
Nariz fendido e pelagem curta;
Alguma cor predominante que não seja o preto;
Prognatismo e sobre-mordida, assim como falta de dentes;
Graus de displasia HD ++ e HD +++
Cães com doenças hereditárias (Câncer) ou sexualmente
transmissíveis (Brucelose)
Portanto devemos ser responsáveis e conscientes ao reproduzir
nossos animais de estimação e se os desejamos para este fim
devemos saber que os procedimentos devem se iniciar no momento
da escolha do filhote. Muitas vezes acontece de futuros
proprietários no momento da escolha dizer “não, eu não quero
para reprodução! É apenas para companhia! Talvez um dia eu até
queira cruzar.... Mas não sei?”, e acabam esquecendo de
qualquer critério de seleção na escolha do filhote. É importante
você saber que se você quer um filhote e imagina que pode querer
cruzá-lo um dia, saiba que seu objetivo, por mais remoto que
seja é a reprodução, pois você será o responsável em
trazer a vida filhotes que irão representar a raça no futuro e
uma atitude impensada pode estar acabando com anos de trabalho
em benefício da raça. Por isso hoje é comum se falar em
castração ou em contratos de vendas de filhotes que contemplem
exigências e multas, com a finalidade de conscientizar as
pessoas na importância da preservação da raça, no processo
reprodutivo do Boiadeiro Bernês.
Se você acredita que seu animal de estimação tem potencial para
ser um reprodutor ou matriz, entre em contato com um criador
responsável e que possa lhe orientar neste processo, fazendo uma
avaliação do seu animal, indicando quais os exames clínicos
serão necessários e lhe orientando dentro das características do
seu animal o que você deve buscar no padreador ou matriz em
questão, para contribuir no aprimoramento da raça.
O
macho
Os proprietários de cães machos se preocupam com a "virilidade"
de seus cães. Os testículos descem em torno dos 06s meses de
idade. Se após esse período eles não tiverem descido, é
necessário levar a um veterinário. A experiência sexual é
dispensável para a vida do animal, não sendo solução para os
problemas de comportamento como se costuma pensar.
A
fêmea
Em geral, para a fêmea do Boiadeiro Bernês o primeiro cio ocorre
entre os 07 e 09 meses de idade. A duração é de 03 semanas em
média, e a freqüência é a cada 06 meses.
O período fértil da fêmea ocorre do 10º ao 15º dia do cio
(contados a partir do início do sangramento). Caso não queira
obter ninhada, é necessário um cuidado redobrado neste período.
Cuidado com acidentes
Machos e fêmeas deixam de ser previsíveis no período reprodutivo
e suas atitudes podem surpreender a todos nós. Fugas e escaladas
são comuns e os acidentes causados por estas aventuras
infelizmente podem acontecer. Portanto todo cuidado é pouco e
toda precaução é recomendável. Tenha cuidado com grades
pontiagudas, coleiras e correntes, elas podem causar acidentes.
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