>Cuidados gerais com o Boiadeiro Bernês

>Cuidados com os filhotes



Principais cuidados com o Boiadeiro Bernês:

1.Higiene
>>Banho
>>Escovação
>>Ouvidos
>>Tosa

2.Adestramento
>>Temperamento
>>Educação

3.Alimentação

4.Saúde
>>Perda de pêlo
>>Doenças infecciosas
>>Vacinação e Vermifugação
>>Ectoparasitas
>>Intoxicação e Envenenamentos
>>Oftalmologia
>>Torção gástrica
>>Otohematoma
>>Displasia coxofemoral
>>Cuidados Gerais
>>Castração
>>Reprodução

Principais Cuidados com o filhote:

>>Adquirindo um filhote
>>Onde encontrar
>>Cuidados com o filhote
>>Vermifugação
>>Vacinação



 

Principais Cuidados com o Boiadeiro Bernês

1. HIGIENE

1.1 BANHO

Enquanto o animal for pequeno, deve ser de preferência morno com xampu ou sabonete neutro. Pode ser dado duas vezes por mês no verão ou a cada 45 dias no inverno. Ter muito cuidado para não entrar água nos ouvidos, podendo colocar um chumaço de algodão para evitar que isso ocorra. Após o banho secá-lo bem com uma toalha (sob o sol no verão ou secador de cabelos no inverno).
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1.2 ESCOVAÇÃO

Para evitar que o pelo fique sem brilho, escove periodicamente (uma ou duas vezes por semana), sempre no sentido dos pelos, com uma escova de cerdas de alumínio sem cabeça e na época da troca de pelagem a escovação deverá ser diária.
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1.3 LIMPEZA DOS OUVIDOS

Mantenha as dobras da orelha e o vestíbulo (entrada do ouvido) sempre limpos. Nunca utilize cotonete ou pinça. Faça a higienização quinzenalmente usando algodão embebecido em uma substancia emoliente (álcool ou éter). Secar também com algodão.
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1.4 TOSA:

A raça não requer tosa.
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2. ADESTRAMENTO

Treine seu cão para higiene desde pequeno (aos 2 meses); exposições a partir dos 6 meses; obediência a partir dos 6 meses; pastoreio, a partir de um ano.

Lembre-se que seu cãozinho vai crescer e fundamental para uma boa convivência que ele te respeite e obedeça, por isso e para o bem estar de seu novo amigo, não deixe de treiná-lo para a obediência básica.
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2.1. TEMPERAMENTO:

São cães equilibrados, amigáveis e confiantes, mas lealdade e a palavra-chave para definir seu temperamento.

Apega-se muito as pessoas e ao território. Mas não é um cão para viver sozinho, confinado em uma baia de canil. Vive a procura de companhia ° tempo todo, seja de adultos ou crianças, ou mesmo de outros animais.
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2.2. EDUCAÇÃO

Para que seu filhote se torne um adulto feliz, equilibrado e companheiro, e para que você possa ter um relacionamento agradável com seu cão, e necessário educá-lo.

Lembre-se de que o comportamento de um cão adulto e conseqüência do tratamento recebido em seu primeiro ano de vida. E isto muitas vezes implica em não podermos realizar todas as suas vontades, (ou mesmo as nossas !!), nem que ele fará mil "carinhas" encantadoras.

Imponha limites para seu filhote desde o inicio, dizendo "não!!!" quando ele fizer algo de errado. Mostre a ele que aquilo não e certo, mas não grite e nem bata nele. Os Berneses sentem-se muito ofendidos e humilhados quando levam uma bronca. Você vai notar que, depois de uma bronca, seu Bernese ou se escondera de vergonha, ou implorara por desculpas, colocando a cabeça sob seu colo ou puxara seu braço com as patas ate receber um carinho de perdão. Contudo, o mais importante são os reforços positivos. Nunca deixe de elogiar o que ele fizer de correto!

A melhor forma de educar o Bernese e permitindo que ele conviva com as pessoas, para que ele perceba quais são os limites de sua nova família e de seu território.

Ensiná-lo a fazer as necessidades no lugar certo e responsabilidade do dono, que deve ter paciência. Este período pode durar de uma semana a três meses. O "banheiro" deve ficar longe de seu lugar de dormir, comer e brincar, caso contrário não será usado corretamente.
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3. ALIMENTAÇÃO

O primeiro cuidado deve ser com os bebedouros e comedouros, que devem ser limpos diariamente logo após as refeições. Retire os comedouros, mesmo que ele ainda não tenha se alimentado, isso evitara eventuais sobras nos comedouros que podem azedar causando problemas intestinais. Nunca deixe o alimento no comedouro.

Existem hoje rações de excelente qualidade no mercado. Ao receber o seu cãozinho, ele já estará se alimentando de sólidos. E importante que nas primeiras semanas seja adotada a mesma ração utilizada pelo canil/proprietário da ninhada do seu filhote, para evitar que ele rejeite a comida ou tenha problemas de diarréias pela troca da ração.

Um cuidado especial deve ser tomado ao adquirir a ração. Compare sempre sua composição. Elas devem suprir as necessidades do seu cão. Por isso usamos e recomendamos uma ração Super Premium, que é uma ração balanceada, com tudo que seu cãozinho precisa para crescer forte e sadio. Siga as instruções e recomendações dos fabricantes para a mudança de uma marca de ração para a outra e para definir as quantidades a serem fornecidas ao seu cão, estas informações estarão no rotulo da ração. Lembrem-se, cães que crescem obesos tem maiores chances de desenvolver problemas articulares e ósseos.

Para cães de ate 4 meses, recomenda-se 4 refeições diárias com intervalos de 4 horas cada. A ração deve ser especifica para filhotes.

Para cães de 4 ate 8 meses, recomenda-se 3 refeições diárias, mantendo a ração para filhotes.

Para cães acima de 12 meses, deixa de ser imprescindível que a ração seja para filhotes, podendo mantê-la ate 18 meses se desejado. De preferência diminua para duas o numero de refeições diárias.
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4. SAÚDE

4.1. PERDA DE PÊLO:

O bernese perde pêlo normalmente 1 vez ao ano, neste período se recomenda que

O cão seja escovado diariamente. Muitas pessoas procuram um veterinário quando isso ocorre, principalmente quando passam a mão pelo dorso do seu cão e tufos de pêlo ficam na mão do dono. Mas não há nada que se possa fazer para evitar essa queda da pelagem que ocorre naturalmente e com a chegada do outono e inverno o cão estará novamente com uma pelagem vistosa.

Devemos nos preocupar quando o cão perde pêlo e ocorrem áreas onde não há presença de pêlos ou a formação de pequenas feridas. Nestes casos devemos procurar um veterinário.

O Bernese pode apresentar problemas de pele, sob formas de escamação por excesso de poeira acumulada sob o pêlo (vide Higienização). Se a escamação for intensa um medico veterinário devera ser consultado.
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4.2. DOENCAS INFECCIOSAS:

Todos os cães estão sujeitos a adquirir diversas doenças infecciosas, entre elas existem algumas que são comuns em filhotes como parvovirose, coronavirose e cinomose. Além destas eles poderem ser afetados também por tosse dos canis, leptospirose, hepatite infecciosa canina. Por isso é necessário um esquema de vacinação rígido e também a manutenção do filhote em casa até o termino das doses.
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4.3. VACINACÃO e VERMIFUGAÇÃO:

Recomendamos que uma primeira visita ao veterinário seja feita logo após a aquisição do animal para que ele ateste seu estado de saúde e administre as vacinas necessárias. (Vide FICHA DE ACOMPANHAMENTO DO FILHOTE, para conferencia das datas). Findas as 3 primeiras doses de vacinas mensais, o cãozinho devera se submeter à aplicação da vacina anti-rábica antes dos seis meses. Uma dose de cada vacina devera ser administradas anualmente.

Ao receber o seu filhote ele deverá ter recebido a primeira dose da vacina, que deve ser aplicada entre 45 a 60 dias de vida por um medico veterinário. A vacina poderá ser óctupla que protegera seu filhote contra parvovirose, coronavirose, cinomose, parainfluenza, hepatite infecciosa canina tipo I e tipo II e leptospirose tipo I e tipo II.

Alguns veterinários preferem vacinar os filhotes desta idade com vacinas contra parvo-virose e corona virose, mais comuns nesta idade deixando a vacina óctupla para ser aplicada aos 60, 90 e 120 dias, quando o filhote terá mais condições em obter uma resposta imune adequada. Aos 160 dias deverá receber uma dose da vacina anti-rábica. A resposta imune ocorre cerca de 15 a 20 dias apos a vacinação, então só deveremos considerar o fim do esquema de vacinação apos 21 dias da ultima dose.

Uma dose de cada vacina devera ser administrada anualmente. A parvo virose é mais comum em filhotes, no entanto a cinomose , a leptospirose e a raiva podem ocorrer durante toda a vida do cão. Das doenças citadas acima a leptospirose e a raiva são transmitidas ao homem, deixando claro a importância e a necessidade de administrar reforços anuais das duas vacinas.

Antes de cada vacinação o filhote devera ser vermifugado, pois a infestação por parasitas diminuirá a resposta à vacina. No primeiro ano de vida é importante que o cão seja desverminado a cada 30 dias e após 12 meses de idade uma vez a cada 4 meses. T

Para que seu cão adquira a raiva há necessidade de uma mordida ou arranhão feitos por um cão ou outro animal acometido pela doença, no entanto a cinomose, a parvo virose, a parainfluenza podem ser transmitidas através de ambientes contaminados. Ou seja, basta o seu filhote ficar no mesmo lugar onde um cão doente esteve, que há risco dele adoecer também. Por isso não leve o seu filhote para passear na rua, pois mesmo que ele não encontre outros cães durante o passeio, se algum cão doente caminhou por ali há o risco do seu cão adoecer. E se na casa onde ele vai viver existem outros cães eles devem estar em boa saúde e vacinados antes da chegada do filhote. A vacina deve ser dada no mínimo 1 mês e no Maximo 11 meses antes da chegada do filhote, pois filhotes são mais susceptíveis a doenças que cães adultos. Outras doença transmissíveis pelo contato com outros cães são sarnas, fungos, verminoses, etc.

É portanto recomendado aos novos proprietários que observem seus filhotes e cães adultos. Um bom parâmetro é a alimentação, ela deve ser dada ao filhote 3-4 vezes ao dia e ao adulto 2 vezes ao dia. Nunca deve ficar a disposição do cão, pois além de estragar com a chuva ela perde as vitaminas que são oxidadas em presença de luz. Você pode perceber logo se há algo errado com seu cão, se ele deixar de comer duas vezes seguidas. Mas não esqueça que um filhote recém chegado pode ficar com o apetite diminuído durante alguns dias ate a adaptação no novo lar.

Outra observação é a consistência das fezes, elas devem ser firmes e ter sempre a mesma cor, que varia de acordo com a ração, mas não devem ser pastosas nem liquidas e muito menos conter muco ou sangue. Se isso acontecer o filhote deve ser levado ao veterinário.  Mudanças da marca da ração ou o fornecimento de comida caseira podem causar diarréia, porém se os sintomas persistirem procure o veterinário imediatamente. 

Alguns filhotes possuem o hábito de comer rapidamente o que os leva a regurgitar um pouco da ração, mas se vômitos forem observados constantemente o mesmo procedimento acima deve ser tomado, principalmente se associado a diarréias.

O comportamento do cão aliado a outros sintomas é também muito importante para o clínico de pequenos animais. Observe se ele está triste, apático, com perda de apetite e diarréia, pois estes sintomas podem ser um indício de alguma doença que esta se manifestando.
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4.4. ECTOPARASITAS

Aqui se encontram as pulgas, carrapatos, sarna, berne, bicheira entre outros. Hoje em dia existem diversos medicamentos que são utilizados com sucesso na eliminação destes parasitas. No entanto devemos entender bem o estilo de vida destas pragas para podermos realizar um controle efetivo.

Ao sair nas ruas ou mesmo ficando em casa os cães podem adquirir estes ectoparasitos de outros cães ou mesmo vindas no sapato do dono. Para um controle efetivo devemos utilizar algum método por mais de 3 meses pois os ovos podem levar esse tempo para eclodir. Existem diversos tipos de produtos utilizados, pour-on, banhos ou comprimidos e cada realidade necessitara de um método especifico ou mesmo associação de medicamentos diferentes para um resultado melhor.

Um cuidado especial deve ser tornado com carrapatos que são ácaros e podem transmitir diversas doenças infecciosas aos cães como Babesiose, Erliquiose, Hemobartonclose, Febre Maculosa das Montanhas Rochosas e Doenças de Lyme (Borreliose). Todas estas podem levar o cão a óbito e por isso devemos ter muito cuidado. Os sinais clínicos para todas estas doenças são inespecíficos mas o cão acometido pode ficar com apetite diminuído, perder peso e ficar mais triste. Para detectar estas doenças um exame de sangue deve ser realizado seguido de tratamento específico. Procure sempre um médico veterinário para esclarecer a ajudá-lo nas dúvidas com seu cão.

Maior informação veja: http://www.clubcdobernese.com.br
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4.5. INTOXICAÇÃO ou ENVENENAMENTO

Outro cuidado que devemos ter e com envenenamentos, que muitas vezes são fatais. Nunca deixar nada que possa intoxicar seu cão ao alcance dele. Existem diversos tipos de venenos levando a diversos sinais, desde sangramentos a convulsões. Muitas vezes o proprietário querendo salvar seu cão, tenta administrar leite ou mesmo fazê-lo vomitar. O cão envenenado pode perder a consciência e ao dar o leite ele pode não conseguir deglutir e com isso o leite pode ir para os pulmões levando-o a morte por asfixia. Alem disso o leite pode ajudar na absorção de diversos venenos fazendo-os agir mais rápido.

Provocar vomito dependendo do veneno também pode ser fatal, isso porque algumas substâncias tóxicas podem se tornar voláteis e ao ser inalada quando se provoca o vomito levar a morte de quem a inalou.

Por isso ao primeiro sinal de envenenamento, telefone ao veterinário avisando antecipadamente o que esta ocorrendo para que ele possa preparar tudo para a chegada do paciente emergencial.
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4.6. OFTALMOLOGIA

Vamos falar de problemas oftálmicos e o bernese assim como muitas raça podem ter entropio e ectrópio. Ambas são desordens que acometem as pálpebras.

ENTROPIO - O entropio é caracterizado pelo enrolamento do bordo da pálpebra para o interior do olho, podendo ser congênito ou adquirido (espasmódico). Quando adquirido ocorre associação de uma forte conjuntivite que leva ao entropio. Depois de tratada a conjuntivite normalmente a pálpebra volta a posição normal. No entanto ele pode levar a ceratite já que algumas vezes os cílios ficam roçando a córnea. Quando isso acontece e necessário também fazer um tratamento para Ulcera de córnea. As pálpebras inferiores são mais comumente afetadas. Olhos lacrimejantes, o cão não para de piscar, coçar e esfregar a área, vermelhidão na mucosa ocular e conjuntiva e descarga purulenta são vistos nesses casos.

Quando o entropio é congênito pode-se esperar que o cão cresça para realizar a cirurgia observando sempre se não há contato dos pelos com a conjuntiva ocular. No caso de adquirido, deve-se tratar a causa do problema e esperar algum tempo para que a pálpebra volte ao normal.

ECTRÓPIO - O ectrópio é a  infecção da pálpebra inferior. Pode ser congênito ou hereditário, e nesse caso em algumas raças e considerado normal. o ectrópio cicatricial pode ocorrer depois de uma lesão na pálpebra e o ectrópio intermitente ocorre em raças grandes quando o caimento das pálpebras ocorre no final do dia.

A cirurgia para correção de ectrópio e mais comum por aspectos estéticos. Em alguns casos se faz necessária devido a constantes conjuntivites.
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4.7. TORÇÃO GASTRICA

Cães de raças grandes, com peito profundo, que ingerem o alimento muito rápido podem ter a torção do estomago. A torção esta comumente associada à dilatação gástrica devido à formação de gás no interior do estomago. Não é uma característica hereditária mas normalmente anatômica e comportamental.

Essa torção ocorre principalmente em cães que são mantidos presos durante todo o dia e comem uma vez ao dia antes de serem soltes a noite. Com o estomago cheio eles saem correndo pelo quintal e o estomago pesado acaba torcendo. O cão sente muita dor, chora e uiva muito, a barriga fica abaulada, o cão tenta vomitar, mas sempre uma secreção branca, nestes casos um medico veterinário deve ser rapidamente procurado pois seu cão pode vir a óbito em 2 horas se uma ajuda especializada não for consultada e mesmo após uma cirurgia bem sucedida o risco de óbito ainda existe.

Por isso, é ideal para cães de raças grandes que sejam alimentados pelo menos 2 vezes ao dia, mesmo adultos e não devemos exercitá-los após as refeições. No entanto mesmo com esses cuidados pode ocorrer a torção por isso fique atento aos sinais.
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4.8. OTOHEMATOMA

O proprietário percebe apenas quando a orelha aumenta de volume. Pode ocorrer devido a um trauma na orelha quando vasos são rompidos e levando a um acumulo de sangue. Às vezes pode levar o cão a um desconforto.

O tratamento é cirúrgico quando se retira todo sangue retido no interior da pina e deve ser realizado pois pode levar a orelha a ficar toda enrugada.
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4.9. DISPLASIA COXOFEMORAL

Escrito por Richard Filgueiras e Maria Esther Odenthal- Médicos Veterinários.

A displasia coxofemoral é caracterizada pelo mau encaixe da cabeça do fêmur no acetábulo, ou seja a articulação do quadril. Este problema não afeta apenas os cães mas também diversas outras espécies e ate o homem.

Infelizmente no Brasil o diagnóstico para displasia em cães de reprodução não é obrigatório por parte dos clubes cinófilos e por isso a incidência da doença nas raças propensas a este mal é grande. Para se ter urna idéia, em um estudo realizado em Belo Horizonte - Minas Gerais, de 300 cães radiografados 60% apresentaram o problema não sendo aptos à reprodução.

Na Alemanha, país com elevado número de registros de Berneses, o índice da doença por ano é de 15 a 17%. Lá o controle é feito ha mais de 10 anos, sendo obrigatório para o registro da ninhada.

A displasia é multi-tutorial, ou seja, pode ter diversas causas, inclusive ambientais, pois cães pesados que vivem em piso liso e escorregadio por muito tempo podem desenvolver a doença. A herança genética se caracteriza por um gen recessivo, ou seja, a doença pode não estar expressa no animal, mas o mesmo carrega o gen sendo possível transmiti-la aos seus descendentes.

Na Europa onde alguns canis usam pedigrees livres para displasia (pais, avós e bisavós sendo HD ( - ) ou isentos, pode ocorrer o nascimento de ninhadas com 5 cães HD (-), 1 HD (+) e 1 cão HD (+++)).

Então porque radiografar os animais se mesmo com o pedigree inteiro livre de displasia nascem filhotes com o problema? Provavelmente a situação poderia ser inversa, com 5 cães HD (+++), 1 cão HD (+) e apenas um com HD (-) o que seria muito pior. Por isso o controle deve ser realizado para tentarmos diminuir a incidência deste mal.

Por causa do alto índice de displasia no Brasil, diversas revistas especializadas e Web Sites de cães começaram corretamente a fazer campanha a favor do diagnóstico para displasia e a conseqüente retirada dos cães com elevado grau de displasia da reprodução. O exame deve ser realizado aos 18 meses de idade, apesar do Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária recomendar a idade de 24 meses. Canis onde é feito o controle da doença passaram a divulgar "Controle de Displasia", mas não podemos esquecer jamais que o Controle de Displasia não isenta alguns filhotes da ninhada a terem o problema que só será detectado quando ele tiver 18 meses (ou menos nos casos de displasia precoce).

Muitos criadores afirmam que pelo fato dos seus cães virem de um canil onde é realizado o exame, não há necessidade de radiografar os seus cães, mas isso é completamente errado, pois como falado acima, mesmo cães isentos de displasia podem ter filhotes com displasia. E se você comprar um filhote de um cão que não tem o diagnóstico, este cão pode ser displásico e as chances do seu filhote também ser displásico são bem maiores, por isso exija o laudo de displasia coxofemoral.

Outro detalhe é que a única maneira de fazer o exame é por meio de uma radiografia, realizada com o cão anestesiado para o correto posicionamento. Somente através desse exame é possível graduar a doença e saber se o seu cão é apto à reprodução. O exame clínico não confirma o diagnóstico de displasia coxofemoral, ou seja, um cão que anda "rebolando" não possui obrigatoriamente displasia e da mesma forma um cão com andar perfeito não esta isento da doença.

Se você comprou um filhote de pais isentos de displasia e aos 18 meses ele foi diagnosticado displásico, não culpe o criador, pois sabemos que casos como estes infelizmente podem acontecer mesmo com todo controle. Aconselhamos que, de posse do exame, telefone ao criador e explique o que aconteceu. Ele ira te agradecer por isso, pois se for um bom criador ira observar que aquele cruzamento é mais propenso ao desenvolvimento deste mal.

É comum que pessoas que possuem um cão queiram colocá-lo em reprodução e muita  gente, após todas estas recomendações, dizem que não querem montar um canil, mas apenas deixar seu cão cruzar uma única vez. Entretanto, imagine se seu cão é portador da doença e cruze, você poderá estar contribuindo para a manutenção desta doença.

Vamos combater esse problema de maneira consciente! Radiografe seu cão.

HD (-) grau HD A ou HD 0 cão livre de displasia                     => apto para cruzamento

HD (+/-) grau HD B ou HD 1 cão suspeito de displasia          => apto para cruzamento

HD (+) grau HD C ou HD 2 cão com displasia leve      => apto para cruzamento

HD (++) grau HD D ou HD 3 cão com displasia moderada  => inapto para cruzamento

HD (+++) grau HD E ou HD 4 cão com displasia severa           => inapto para cruzamento

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4.10. CUIDADOS GERAIS:

Mantenha sempre água fresca e abundante a disposição, principalmente durante o verão, para evitar a desidratação. Atenção especial com os filhotes!

A partir dos 06 meses de idade, exercite-o com freqüência para que ele não se torne obeso. As raças grandes, como o Boiadeiro Bernês, apresentam maior propensão à displasia coxo femoral, que tem como características a hereditariedade, porém o meio onde o cão vive (obesidade e/ou pisos escorregadios) podem ter influência direta na má formação das articulações (displasia) e causar dor ao animal. Por isso mais uma vez ressaltamos, sempre exija os laudos de displasia dos pais na compra do seu filhote e tome todas as providências para evitar que o meio ajude a desenvolver tal problema.

 

Maiores informações:
http://www.clubedobernese.com.br
http://br.groups.yahoo.com/grouplbemese_BRI

Texto adaptado da Veterinária Maria Esther Odenthal
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O FILHOTE

Adquirir um Filhote - Decida com consciência

Sabemos que a empolgação e ansiedade no momento da aquisição de um filhote são os principais fatores de frustração e abandono de cães filhotes e adultos. Muitas vezes tomamos esta decisão sem pensar e avaliar toda responsabilidade que é assumir este novo amigo por vários anos, por isso antes de decidir é importante avaliar se este companheiro se encaixa ao seu estilo de vida, se em sua casa tem espaço suficiente para ele e principalmente se esta preparado para suas travessuras,  necessidades fisiológicas, afetivas e financeiras. Após avaliar todos estes pontos você estará apto a tomar sua decisão e se ela for positiva, parabéns!!! Porém, aí se inicia uma nova fase: Onde encontrar seu novo amigo!
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Onde Encontrar seu Novo Amigo

A escolha de quem comprar é uma etapa onde as emoções devem ser contidas, pois na presença de um filhote perdemos toda capacidade de refletir frente à vontade de levá-lo para casa. Para isso não basta apenas olhar e simpatizar com o filhote, é essencial conhecer o canil do qual se pretende adquirir o filhote, suas instalações, o aspecto geral dos seus cães e a forma como estão tratados. Por isso gostaríamos de dividir com você, que deseja ter um “Boiadeiro Bernês”, o compromisso de buscar seu filhote em criadores responsáveis, que tenham plena consciência da responsabilidade que é “criar”, e colocar na vida das pessoas criaturas que são agraciadas pelo dom da alegria e amizade. Exija sempre os laudos e exames dos pais (displasia e brucelose), para comprovar que foram realmente avaliados e que estão aptos para a reprodução. Criadores responsáveis não têm problemas em fornecer tais laudos e jamais justificam a ausência dos laudos com desculpas evasivas.  Somente após estes cuidados tome a decisão desta compra! Para isso recomendamos que acesse o site do Clube Paulista do Boiadeiro Bernês (www.clubedobernese.com.br), onde poderá encontrar criadores conscientes que buscam com responsabilidade o desenvolvimento e aprimoramento desta maravilhosa raça no Brasil.
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Cuidados com o Filhote

Para segurança do filhote e a sua tranqüilidade é importante levar o filhote ao veterinário de sua confiança para que seja feito um exame clínico completo e que você receba as devidas orientações quanto à saúde e aos cuidados do seu filhote, principalmente quanto a vermifugação e vacinação. Se você não tem um veterinário de sua confiança, pergunte ao próprio canil ou a um criador amigo quem eles poderiam recomendar. Porém alguns aspectos você mesmo pode e deve observar, pois são algumas características gerais de um cão saudável, como:


Disposição: Está relacionado com o bem estar geral do filhote e o que ele demonstra em suas atitudes. Ele deve ser alegre e disposto a brincar poucos minutos após despertar. Filhotes extremamente sonolentos, ou desatentos aos acontecimentos ao seu redor podem não estar em seu perfeito estado de saúde.

Pelagem: Deve ser macia, brilhante e forte, sem quedas de pêlos localizadas. Os cães trocam de pêlos naturalmente 2 a 3 vezes por ano. Nas regiões cujo clima não é muito bem definido, estas trocas são prolongadas e podem durar o ano todo. A intensidade desta queda de pêlo varia em função da raça e nutrição de seu cão. Alimentos com níveis adequados de proteína, equilíbrio entre ácidos graxos ômegas 3 e 6, vitaminas e minerais podem diminuir esta perda de pêlos.


Olhos: Devem ser limpos, abertos e atentos, sem excesso de lágrimas, descamação ou sensibilidade à luz.


Focinho: Deve ser sempre úmido e fresco. Espirros, tosse e corrimento nasal são sinais de uma possível infecção respiratória.


Dentes: Observe os dentes do filhote. Os dentes de leite (32 dentes) aparecem com 2 a 8 semanas de idade e são trocados pelos permanentes (42 dentes) entre 4 a 7 meses de idade. O processo de troca encerra-se aproximadamente com 8 meses de vida. O crescimento dos novos dentes irrita a gengiva e incomodam o filhote, por isto, nesta fase, ele morde tudo que encontra pela frente. Para diminuir este problema, dê brinquedos para ele, mas cuidado porque alguns são inadequados e podem ser engolidos ou feri-lo. O cão dificilmente tem cárie, entretanto pode apresentar tártaro, que é caracterizado pela formação de uma placa bacteriana de coloração amarelada e de odor desagradável, que pode levar a queda dos dentes e problemas cardíacos e renais.


Sistema digestivo: Os principais indicativos de problemas são: vômito, diarréia, constipação (dificuldade para defecar), e sangue nas fezes. São inúmeras as causas que podem levar a estes problemas, e a ocorrência destes é um alerta que não podemos ignorar. Portanto ao aparecimento destes sintomas, isoladamente ou associados, procure o veterinário  (nossa experiência neste caso lhe aconselha a não perder tempo, leve seu filhote imediatamente ao veterinário).
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Vermifugação do Filhote

O esquema ideal de vermifugação inicia-se 2 semanas após o nascimento dos filhotes e deve ser repetido com 4, 8 e 12 semanas de idade e aos 4, 5 e 6 meses.
Nas primeiras vermifugações, quando o filhote ainda se encontra junto à mãe, deve-se vermifugar a mãe para evitar reinfestações. Os cães adultos devem ser vermifugados pelo menos 2 vezes ao ano ou conforme orientação do seu veterinário.
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Vacinação do Filhote

Inicialmente é importante saber se o seu cão bebeu o colostro (leite produzido no começo da lactação) de sua mãe e se ela tinha sido vacinada.
O colostro é muito rico em gordura, proteínas e carboidratos, além de anticorpos maternos que protegerão o filhote nas primeiras 8 semanas de vida. Nestes casos também pode ser administrada a 1ª dose aos 45 dias de vida e as subseqüentes em intervalos de 30 dias entre as aplicações.
É muito importante que seu filhote receba todas as doses, pois elas o protegerão contra várias doenças ao longo de sua vida. Evite levar seu animal para rua antes dele receber todas as doses. De qualquer maneira, consulte seu veterinário para estabelecer o melhor programa de vacinação para seu cão.

Observação: Nunca aplique vermífugo ou vacine seu filhote se ele estiver indisposto, ou com algum sintoma que represente que ele não esteja bem. Evite aplicar conjuntamente vermífugos e vacinas aos filhotes, faça-os em dias alternados, pois o filhote vai ficar muito menos exposto aos sintomas colaterais que estes medicamentos poderão a vir lhe causar. Lembre-se procure sempre o veterinário para tirar suas dúvidas, os bons profissionais sempre estarão dispostos a lhe escutar e orientar no que for necessário.
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Castração

Castrar ou não castrar? Eis a questão!

Para muitos esta questão é um grande dilema, pois podem estar indecisos sobre procriar ou não seus animais de estimação, outros dizem que a castração não é natural, porém qualquer que seja seu ponto de vista, estudos mostram que a castração pode ajudar os cães a viverem mais e melhor, de forma mais saudável, e com menos problemas.

São comuns em cães que nunca reproduziram a ocorrência de problemas relacionados à reprodução. Quanto mais cedo o cão for castrado, mais fácil será limitar estes problemas. Sem a castração, um cão obediente pode se transformar em uma caixa de surpresas movido por seus extintos hormonais sem atitudes racionais. Alguns cães levam isso ao extremo fugindo constantemente e se colocando em grande perigo. Outros não conseguem se atentar a nada quando há uma fêmea possível na proximidade. Quem nunca ouviu uma história sobre um cão que se feriu em brigas ou malabarismos nestas ocasiões em que procuram por uma namorada. Por isso os cães podem ser problema quando não castrados, causando correrias ao fugir de casa e invadindo propriedades alheias, ou o que pode ser pior, quando atacarem outros cães que estão na sua proximidade. Se castrados, estarão menos inclinados a fazer longas aventuras e ficarão menos agressivos no convívio com outros animais, fato que se reflete também no convívio com crianças, as quais podem ser vistas como um ser de posição social mais baixa na matilha, frente a um macho ou fêmea dominante.

Fêmeas também alteram positivamente seu temperamento e se tornam muito mais adaptadas ao convívio interno da casa ao se livrar dos cios.

Alguns donos acreditam erroneamente que a castração irá alterar a personalidade de seu cão negativamente, além de deixá-lo gordo e preguiçoso. Mas a verdade é que muitos cães vivem melhores sem aquela correria e atropelo comuns do período reprodutivo. Castrar seu cão não irá mudá-lo, irá sim acabar com a constante vontade que tem de escutar mais seus hormônios do que você. O resultado é mais felicidade, um cão mais atencioso, sem atitudes inesperadas provocadas pela sobrecarga hormonal, como fugir, urinar por toda casa, e latir insistentemente.

Infelizmente não é possível prever a resposta de seu cão ao ciclo reprodutivo. Alguns se comportam muito bem e se recusam a deixar com que seus hormônios os dominem, outros são enviados a centros de triagens para encontrar uma nova casa, pois seus donos não conseguiram lidar com seu comportamento. Portanto a castração tem seu lado benéfico para a maioria dos cães, principalmente aqueles que não serão destinados à reprodução, pois sem vontade de procriar isto não lhe fará a menor falta e seu amigo peludo poderá ficar muito mais à vontade para escutar e comportar-se, podendo ser o cão que você sempre sonhou. 

Para evitar todos estes transtornos e buscar um crescimento organizado e responsável da raça “BOIADEIRO BERNÊS” nós do Canil Paraná Mountain Dog classificamos nossos filhotes e após uma avaliação criteriosa decidimos quais deverão ser destinados à reprodução e quais serão destinados à companhia ou pets, e neste último caso podemos enviar o filhote já castrado para o seu novo lar (Castração precoce). Esta ação além de preservar a saúde do animal de estimação possibilita que se selecione para a reprodução sempre o que há de melhor de cada criador e desta forma poderemos a cada dia evoluir no aprimoramento da raça no Brasil.

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Reprodução

A reprodução é antes de tudo um ato de responsabilidade do criador ou proprietário, pois os animais se reproduzem por instinto e não possuem critério para selecionar ou escolher seus parceiros. Por isso cabe a nós preservarmos os animais dentro das características originais de suas raças, utilizando a razão na seleção de animais perfeitos e saudáveis para a reprodução. Para isto cada raça possui seu padrão descrito e deve ser consultado sempre que tivermos dúvidas sobre se um determinado animal está dentro ou fora das características da raça e mesmo se possui alguma característica que seja considerada uma falta ou o que é pior que o desqualifique dentro do padrão da raça o tornando inapto à reprodução.

 

Para o Boiadeiro Bernês as características não desejáveis e que o desqualifica para a reprodução são:

 

Faltas por cor e marcação:

Cabeça - falta da marcação branca, faixa branca muito larga sobrepondo as manchas marrons sobre os olhos ou excedendo os cantos da boca. Mancha branca muito larga na nuca;

Pescoço - colar branco;

Patas - marcação branca nas patas dianteira que sobreponham a marcação dourada;

Geral - Marcas muito assimétricas na cabeça e peito.

Tolerado:

Pequenas manchas brancas na nuca e ânus.

 

Desqualificação:

 

Cor azul do olho;

Nariz fendido e pelagem curta;

Alguma cor predominante que não seja o preto;

Prognatismo e sobre-mordida, assim como falta de dentes;

Graus de displasia HD ++ e HD +++

Cães com doenças hereditárias (Câncer) ou sexualmente transmissíveis (Brucelose)

 

Portanto devemos ser responsáveis e conscientes ao reproduzir nossos animais de estimação e se os desejamos para este fim devemos saber que os procedimentos devem se iniciar no momento da escolha do filhote. Muitas vezes acontece de futuros proprietários no momento da escolha dizer “não, eu não quero para reprodução! É apenas para companhia! Talvez um dia eu até queira cruzar.... Mas não sei?”,  e acabam esquecendo de qualquer critério de seleção na escolha do filhote. É importante você saber que se você quer um filhote e imagina que pode querer cruzá-lo um dia, saiba que seu objetivo, por mais remoto que seja é a reprodução, pois você será o responsável em trazer a vida filhotes que irão representar a raça no futuro e uma atitude impensada pode estar acabando com anos de trabalho em benefício da raça. Por isso hoje é comum se falar em castração ou em contratos de vendas de filhotes que contemplem exigências e multas, com a finalidade de conscientizar as pessoas na importância da preservação da raça, no processo reprodutivo do Boiadeiro Bernês.

 

Se você acredita que seu animal de estimação tem potencial para ser um reprodutor ou matriz, entre em contato com um criador responsável e que possa lhe orientar neste processo, fazendo uma avaliação do seu animal, indicando quais os exames clínicos serão necessários e lhe orientando dentro das características do seu animal o que você deve buscar no padreador ou matriz em questão, para contribuir no aprimoramento da raça.

 

O macho
Os proprietários de cães machos se preocupam com a "virilidade" de seus cães. Os testículos descem em torno dos 06s meses de idade. Se após esse período eles não tiverem descido, é necessário levar a um veterinário. A experiência sexual é dispensável para a vida do animal, não sendo solução para os problemas de comportamento como se costuma pensar.

A fêmea
Em geral, para a fêmea do Boiadeiro Bernês o primeiro cio ocorre entre os 07 e 09 meses de idade. A duração é de 03 semanas em média, e a freqüência é a cada 06 meses.
O período fértil da fêmea ocorre do 10º ao 15º dia do cio (contados a partir do início do sangramento). Caso não queira obter ninhada, é necessário um cuidado redobrado neste período.
 

Cuidado com acidentes

Machos e fêmeas deixam de ser previsíveis no período reprodutivo e suas atitudes podem surpreender a todos nós. Fugas e escaladas são comuns e os acidentes causados por estas aventuras infelizmente podem acontecer. Portanto todo cuidado é pouco e toda precaução é recomendável. Tenha cuidado com grades pontiagudas, coleiras e correntes, elas podem causar acidentes. 

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